A PALAVRA DE DEUS NA FALA E NA VOZ DO SACERDOTE: uma reflexão acerca da homilia

ESCOLA ARQUIDIOCESANA DE LITURGIA MONS. LUÍS SOARES DE MELO

 SONIA MARIA GOMES LIMA

A PALAVRA DE DEUS NA FALA E NA VOZ DO SACERDOTE: uma reflexão acerca da homilia

 

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do título especialista em Liturgia.

 

 

 

 

 

                                                

Sonia Maria Gomes Lima[1]

José Rodrigues Neto[2]

RESUMO

Este artigo busca analisar o processo de comunicação durante a homilia na Santa Missa. Para tanto, focou-se na oratória do sacerdote ao proferir seu sermão que concerne ao ensinamento da Palavra de Deus. O estudo partiu do seguinte questionamento: quais as interferências mais recorrentes na oratória do sacerdote durante a homilia na Santa Missa? Seguindo as contribuições teóricas de pensadores que discutem tanto a filosofia da religião quanto a ciência da linguagem e da voz/fala,  fez-se possível chegar à conclusão de que a maioria das alterações vocais e de fala que comprometem a compreensão da mensagem que o sacerdote está proclamando correspondem à incoordenação pneumofonoarticulatória, que é o desequilíbrio do fluxo aéreo entre a voz e a fala,  pobre entonação, articulação imprecisa, baixa projeção vocal, é a forma como o som se dissipa na sua intensidade no ambiente,   e inexpressividade facial. Tais problemas decorrem principalmente dos descuidos com a voz, consequência da falta de conhecimento do sacerdote sobre a necessidade dos cuidados mínimos com a voz.

Palavras-chave: processo de comunicação; voz; homilia; sacerdote.

 

RESUMEN

Este artículo busca analizar el proceso comunicativo durante la homilía en la Santa Misa. Para ello, se centró en la oratoria del sacerdote al pronunciar su sermón referente a la enseñanza de la Palabra de Dios. El estudio se basó en la siguiente pregunta: ¿cuáles son las interferencias más frecuentes en la oratoria del sacerdote durante la homilía en la Santa Misa? Siguiendo los aportes teóricos de pensadores que discuten tanto sobre la filosofía de la religión como sobre la ciencia del lenguaje y la voz/habla, se pudo llegar a la conclusión de que la mayoría de los cambios vocales y del habla que comprometen la comprensión del mensaje que el sacerdote está proclamando Corresponden a descoordinación neumofonoarticulatoria, que es el desequilibrio del flujo de aire entre la voz y el habla, mala entonación, articulación imprecisa, baja proyección vocal, es la forma en que el sonido se disipa en su intensidad en el ambiente, e inexpresión facial. Estos problemas surgen principalmente del descuido con la voz, consecuencia del desconocimiento del sacerdote sobre la necesidad de un cuidado mínimo con la voz.

Palabras clave: proceso de comunicación; voz; homilía; sacerdote.

 

INTRODUÇÃO

O estudo surge a partir da inquietação de contribuir com o ensinamento da Palavra de Deus durante a homilia na Santa Missa. No entanto, o cuidado a que este artigo propõe tem como destinatário o sacerdote, quanto ao seu momento de proclamação da Palavra de Deus.

Busca-se aqui elucidar a importância da homilia na vida do fiel para o seu processo de crescimento espiritual. Para tanto, discorre-se acerca do ensinamento da Sagrada Escritura na Santa Missa, perpassando pela importância da homilia para o fiel, bem como o ensinamento da Sagrada Escritura por meio do processo de comunicação que tem como ferramenta a voz e fala do sacerdote.

Aponta-se, neste estudo, que durante o processo de comunicação na homilia da Santa Missa, podem surgir algumas alterações vocais e de fala que comprometem a compreensão daquilo que está sendo ensinado a partir da oratória do sacerdote.

Diante do exposto, busca-se analisar o processo de comunicação durante a homilia na Santa Missa. Para tanto, focou-se na oratória do sacerdote ao proferir seu sermão que concerne ao ensinamento da Palavra de Deus. O estudo partiu do seguinte questionamento: quais as interferências mais recorrentes na oratória do sacerdote durante a homilia na Santa Missa?

A partir das contribuições da filosofia da religião e da ciência da linguagem acerca do processo de comunicação desenhado por Jakobson, e de alguns estudiosos de voz e fala, fez-se um apanhado sobre a importância da homilia no processo de formação da vida espiritual do fiel, bem como de como se constitui o processo de comunicação durante a homilia na Santa Missa.

Com este estudo, faz-se possível apontar que a maioria das alterações vocais e de fala que comprometem a compreensão da mensagem que o sacerdote está proferindo correspondem à incoordenação pneumofonoarticulatório, pobre entonação, articulação imprecisa, baixa projeção vocal e inexpressividade facial. Tais problemas decorrem principalmente dos descuidos com a voz, consequência da falta de conhecimento do sacerdote sobre a necessidade dos cuidados mínimos com a voz.

 

O ENSINO DA SAGRADA ESCRITURA NA SANTA MISSA

A Sagrada Escritura, a Bíblia, é um dos pilares que sustenta a vida espiritual do homem, uma vez que é por meio dos textos bíblicos que o homem alimenta o espírito, sendo este o responsável por potencializar a fé, e somente pela fé é possível compreender o sacrifício da Santa Eucaristia, onde o Cristo se oferece,  e  se dá totalmente  como salvação do mundo. Na celebração da Santa Missa, na qual é uma ação sagrada por excelência, cuja eficácia nenhuma outra ação na Igreja igualará (SC n.27), porque tão somente na Santa Missa se celebra o mistério pascal de Jesus Cristo, e o ensino da Palavra de Deus que se dá por meio do discurso proferido pelo sacerdote e por meio de toda a simbologia que permeia o encontro.

No entanto, na lateral do altar, apresenta-se uma mesa, a qual simboliza a palavra divina. A mesa que detém a Palavra de Deus elucida o discurso de que a Sagrada Escritura, isto é, a Bíblia, é uma referência de destaque e mais que substancial para uma vida espiritual vigorosa.

Segundo a Dei Verbum, a Bíblia traz consigo a plenitude de sua dignidade. De acordo com o documento,

A Igreja sempre venerou a Sagrada Escritura da mesma forma como o próprio Corpo do Senhor; sobretudo na Sagrada Liturgia, nunca deixou de receber o Pão da vida tanto da mesa da Palavra de Deus como [da mesa] do corpo de Cristo, para oferecê-lo aos fiéis (Dei Verbum, n. 21).[3]

 

Pode-se perceber que a Dei Verbum faz uma declaração ousada endereçada aos padrões católico-romanos ao afirmar que a Palavra de Deus se faz tão venerável quanto o Corpo Eucarístico de Cristo. Portanto, cabe os fiéis venerá-la de igual modo como veneram o Senhor, porque é através da Palavra de Deus que o homem conhece Jesus Cristo e pode suscitar a transformação para o caminho da conversão.

Em Hebreus[4], cap. 4, vers. 12, tem-se a proposição da Sagrada Escritura como viva e eficaz. Por sua vez, tanto em Atos[5] cap. 20, vers. 32 como em Tessalonicenses[6], 2, vers. 13, observa-se que a Palavra de Deus edifica o homem, de modo que seja oferecido a ele a herança, tornando-o santificado.

Na Mesa da Palavra, apresenta-se um discurso que reflete um diálogo em que Deus fala ao homem e ele escuta. Durante os ritos da Santa Missa, quando a Palavra de Deus é proclamada, Deus expressa o seu amor, concede a salvação ao homem, de modo que passa a o guiar por um caminho permeado de felicidade plena.

Por sua vez, quando o homem escuta e internaliza a Palavra de Deus, deixa de lado uma postura de passividade e descompromisso, de modo que o fiel passa a praticar o que a Sagrada Escritura ensina. Os ensinamentos bíblicos passam a orientar as práticas do fiel em seu dia a dia. Surge então uma verdadeira transfiguração da alma humana.

Ao proferir a leitura e o evangelho da Sagrada Escritura durante a missa, Deus, por meio de sua palavra, revela-se a seu povo, orientando-os a uma vida de retidão pautada na misericórdia e santificação da alma. Por isso, a escuta da Palavra de Deus durante a missa se faz de grande importância para que aconteça de fato o aprendizado da Sagrada Escritura, e, em consequência o reenvio para a missão de modo que o fiel possa dar testemunho de um Cristo vivo.

Segundo o Diretório do ministério e da vida do Diácono Permanente, concernente à diaconia da Palavra, ensina-se que:

[…] os diáconos devem preparar-se, antes de mais, com o estudo cuidadoso da Escritura, da Tradição, da liturgia e da vida da Igreja. Além disso, na interpretação e aplicação do depósito sagrado, devem deixar-se guiar docilmente pelo Magistério daqueles que são testemunhas da verdade divina e católica, o Romano Pontífice e os bispos em comunhão com ele, de maneira a propor integralmente e fielmente o mistério de Cristo. É necessário, enfim, que aprendam a comunicar a fé ao homem moderno de maneira eficaz e integral, nas variadas situações culturais e nas diversas etapas da vida (Diretório do Ministério e da Vida dos Diáconos Permanentes, 1998, p. 113).[7]

            Direcionando-se ao diaconato, o Diretório apresenta que a Palavra de Deus se ensina, principalmente, por meio da proclamação, ou seja, por meio do magistério da fé e de tudo que concerne ao reino celestial. Assim, incute-se aqui defender que o ensino da Sagrada Escritura se dá por meio da comunicação, seja ela oral, escrita ou até mesmo por meio de gestos.

Assim, o ensino da Palavra de Deus acontece de várias formas, principalmente durante a realização da Santa Missa, sobretudo na realização da homilia, com enfoque no discurso oral do sacerdote, é o que será discutido a seguir.

 

A HOMILIA NA SANTA MISSA: o ensino do sagrado a partir da oralidade

Para que se entenda o sentido da homilia, evoca-se aqui o pensamento de Carvalho (1993)[8], o qual elucida uma divisão tricotômico do constructo do termo homilia. O referido autor divide conceitual o termo homilia na dimensão etimológica, retórica. Etimologicamente, o léxico homilia vem do grego he homilia, que denota a reunião ou conversa familiar. Retoricamente, o mesmo termo remete o sentido do gênero envolvendo aspectos da oratória, de modo que tal ação faça uso de recursos mais simples e familiar, o que levanta uma oposição quanto à produção do discurso propriamente dito. Liturgicamente, a partir da reforma conciliar, a homilia passou a integrar a liturgia da Palavra de Deus durante a missa.

O termo homilia apresenta uma considerável importância dentro da tradição bíblica. Mesmo aparecendo por poucas vezes nos livros neotestamentários, o termo evoca uma forte expressão que suscita a prática do diálogo de Deus para com o seu povo, principalmente nos ritos da Santa Missa.

Por homilia, entende-se o momento em que o sacerdote ou o diácono, reúne a assembleia para, por meio do discurso proferido, explanar acerca das leituras e do evangelho da Missa. Assim, “é função da homilia atualizar a Palavra de Deus, fazendo a ligação da Palavra escutada nas leituras e no evangelho com a vida e a celebração. É importante que se procure mostrar a realização da Palavra de Deus na própria celebração da Ceia do Senhor” (CNBB, doc. 43, n. 276)[9].

É durante a homilia que o fiel, ao ouvir sobre os ensinamentos bíblicos, dá seu assentimento em resposta à Palavra de Deus, que foi apresentada ao longo da Santa Missa. Trata-se de um momento de reflexão que parte da observação de determinadas passagens bíblicas. Na Sagrada Escritura manifesta-se a sabedoria eterna para que os homens conheçam a inefável bondade de Deus. É o próprio Cristo que fala quando se leem as Sagradas Escrituras na Igreja. A palavra de Deus é sustento e vida para a Igreja (Denzinger, 2007)[10].

É por meio da oralidade que a homilia acontece. O sacerdote, ao proferir o discurso chama a atenção dos fiéis para si, para que haja a troca de informações, de modo que o conhecimento sobre aquilo que está sendo proclamado seja alcançado. É exatamente esse aprendizado por parte dos fiéis que vai causar fortes influências sobre suas vidas, isto é, sobre sua conduta, bem como seu modo de pensar.

No entanto, para que se compreenda de fato o que está sendo proclamado durante a homilia, faz-se necessário que aconteça efetivamente o processo de comunicação, de modo que o emissor entregue a mensagem compreensível ao seu interlocutor. Assim, o emissor, na figura do sacerdote, entrega a mensagem, que é

Palavra de Deus, por meio de um canal, nesse caso faz uso da voz, e da fala ao seu interlocutor, que é composto pelos fiéis que frequentam a missa.

Vê-se que há todo um processo a ser percorrido, de modo que seja seriamente considerado. Para que se possa compreender o processo de comunicação, discutir-se-á a seguir o pensamento de Jakobson acerca da comunicação. Ater-se-á aos elementos emissor, mensagem, canal e receptor.

 

O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM: a fala como recurso

Considerando os aspectos fônicos da comunicação, os traços distintivos, ou distintivos e sucessivos, inerentes às características do código linguístico, pode-se considerar que eles elucidam uma realidade bem presente na comunicação falada.

A seleção dos signos linguísticos que constroem a mensagem e que está na base da transmissão da informação não se faz de maneira arbitrária. A seleção, seja por parte do emissor seja por parte do receptor, é resultado de escolhas que envolvem o destinatário do processo comunicacional, incluindo ainda sugestões que permeiam o contexto, seja ele verbalizado ou não.

Na esteira fonético-fonológica, ao considerar o nível de fala, o emissor, sendo ele responsável pela construção da mensagem, codifica-a, de modo que ele inclui entoações, pausas e/ou gestos para serem interpretados pelo receptor, que por sua vez, infere características peculiares à mensagem recebida. Assim, acontece os processos de comunicação entre os agentes interacionais.

Para que o processo de comunicação de fato aconteça, faz-se necessário a presença de elementos linguísticos. Ressalta-se que dentro desse processo, tais elementos podem sofrer uma transformação, considerando zona de perspectiva em uma performance sincrônica e dinâmica do discurso construído.

Considerando a transmutação do signo linguístico no ato da comunicação, evoca-se as contribuições tanto da linguística quanto da comunicação, o que cai por terra a concepção tradicional de cunho estático. Para Jakobson (2007, p. 79):

O código conversível da linguagem, com todas as suas flutuações de subcódigo e todas as mudanças pelas quais sofre continuamente, precisa ser descrito de forma sistemática e conjunta pela linguística e pela teoria da comunicação. Uma visão abrangente da sincronia dinâmica da linguagem, envolvendo coordenadas espaço-temporais, deve substituir o modelo tradicional de descrições arbitrariamente limitadas ao aspecto estático.[11]

 

Considerando o pensamento do referido autor, entende-se que o processo de comunicação não pode ser analisado a partir de uma visão limitada que considera apenas a linguística ou apenas a área da comunicação. A necessidade de uma análise interdisciplinar remonta um cenário discursivo que abrange aspectos linguísticos e extralinguísticos.

Jakobson (2007, p. 122) afirma que

[…] a linguagem deve ser estudada em toda variedade de suas funções […] para se ter uma ideia geral dessas funções, é mister uma perspectiva sumária dos fatores constitutivos de todo processo linguístico, de todo ato de comunicação verbal, que envolve fala e voz.[12]

Assim, compreende-se que a estrutura de uma inteligível comunicação é consequência de uma orientação que envolve um aspecto formal. É a partir da análise desse aspecto formal que se analisa o processo comunicacional como um todo. Dessa forma, considera-se então o contexto semântico da comunicação

Seguindo essas etapas, chega-se à compreensão acerca das funções da linguagem, de modo a tecer uma análise semântica da comunicação. Jakobson (2007) apresenta um modelo que ilustra o processo de comunicação da seguinte forma:

Figura 1 – Modelo do Processo de Comunicação Proposto por Jakobson

Fonte: Jakobson (2007, p. 123)[13]

A estrutura proposta por Jakobson envolve dois sujeitos: remetente e destinatário. O primeiro é responsável por codificar e enviar a mensagem. O segundo é responsável por receber e descodificar a mensagem recebida. A mensagem corresponde a uma informação que codificada e enviada, sendo ela construída a partir de um contexto a qual se refere. Para que a mensagem seja elaborada, faz-se necessário sua codificação, ou seja, a mensagem é materializada no âmbito verbal ou não verbal. Por fim, para que a mensagem seja enviada, necessita-se de um canal para que ela seja entregue ao destinatário. Assim, consolida-se um esquema que apresenta uma relação entre os elementos que o compõem.

Neste estudo, ater-se-á aos elementos remetente, destinatário e mensagem. Analisa-se aqui algumas alterações vocais e de fala que interferem que a mensagem chegue na íntegra até ao destinatário. No que tange às alterações vocais e de fala, considerou-se problemas inerentes a voz e articulação da fala do sacerdote na prática da homilia durante a Santa Missa.

Quanto aos problemas que comprometem a fala do sacerdote, elencou-se os mais recorrentes, a saber: incoordenação pneumofonoarticulatória, pobre entonação, articulação imprecisa, baixa projeção vocal e inexpressividade facial. É o que será discutido a seguir.

 

O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM: interferências na voz e na fala que comprometem o processo de comunicação

A voz faz parte de toda a nossa existência. Ao nascimento, ela se manifesta no choro e se encerra no último suspiro. O que leva a compreensão de que ela é algo inerente a todo e qualquer ser humano (Behlau, Pontes e Moreti, 2001)[14]. A comunicação ideal para os profissionais da voz, que tem como empenho principal na sua atuação passar credibilidade ao ouvinte, persuadir, ensinar no sentido de aprendizagem requer certos cuidados que contribuem para a potencialização da voz durante o seu uso.

Faz-se substancial entender pelo menos de modo genérico a anatomia e fisiologia do processo da comunicação humana. Nesse contexto há duas categorias de teorias que tem dominado grande parte da literatura no que se refere a produção vocal. Uma dessas teorias faz referência como as pregas vocais são colocadas em vibração em primeiro lugar, e o outro como as pregas vocais giram em torno do modo como a frequência fundamental é gerada pelas pregas vocais. A frequência fundamental refere-se ao número de ciclos com que a mucosa das pregas vocais vibra em um segundo. Na voz falada, oscila entre 100 Hz a 150 Hz no sexo masculino, gerando uma voz mais grave, e no sexo feminino a frequência da onda sonora fica entre 200 Hz a 300 Hz, promovendo uma voz aguda (Nishizawa et al.1988).

A teoria mioelástica-aerodinâmica foi proposta pela primeira vez por (Johannes Muller,1843), argumentando que as pregas vocais estão sujeitas a princípios aerodinâmicos e físicos bem definidos. Elas compressíveis e elásticas são colocadas em vibração pela corrente de ar dos pulmões e da traqueia. A traqueia faz a ligação entre o pulmão e a laringe, responsável pelo fluxo da corrente aérea pulmonar fundamental para o processo fonatório. Ressalta-se que a frequência e a vibração dependem do seu comprimento com relação à tensão e a massa.

O modo de frequência e de vibração dependem das propriedades do muco, mucosa, tecido conjuntivo e tecido muscular. Os limites das pregas vocais são regulados pela delicada interação dos músculos intrínsecos da laringe. Segundo Van den Berg (1958)[15], um dos estudiosos que teve grandes contribuições para melhor compreensão dessa teoria aerodinâmica-mioelástica, sendo a teoria mais aceita e difundida para a fonação humana. De acordo com essa teoria o processo da produção vocal, depende do sistema respiratório, quando ocorre a inspiração esse ar é armazenado pelo pulmão e na expiração essa corrente de ar é responsável para que ocorra a fonação. Ademais a voz humana é produzida na laringe, por um tubo que fica no pescoço. Dentro desse tubo, há duas dobras de músculos e mucosa, nas quais estão localizadas as pregas vocais. A titulo de conhecimento as pregas vocais são as responsáveis pela emissão de sons nos seres humanos e em algumas espécies de animais como o cachorro.

As pregas vocais têm a respiração como um combustível imprescindível para uma agradável voz, uma vez que com a ajuda do ar que sai dos pulmões elas vibram produzindo som durante a expiração e na ação dos músculos da laringe. Esse som vai se modificando na faringe, cavidade bucal, nasal e seios da face, partes constituintes da caixa de ressonância, responsável por amplificar o som, o qual é chamado de projeção vocal.

Já na articulação, que nada mais é do que a fala, e é produzida por uma motricidade regulada pelos órgãos fonoarticulatórios, tendo como principais articuladores a língua, a boca e os lábios. Logo, percebe-se que voz e fala são interdependentes e ao mesmo tempo dependentes, uma vez que o sujeito pode ter uma boa voz, porém, não se comunicar bem por ter uma fala com alterações tais como: articulação imprecisa, uma fala indiferenciada, disfluência (gagueira), transtorno de fala e até mesmo um déficit auditivo pode comprometer a comunicação  como um todo.

Os profissionais da voz podem ter alterações vocais em qualquer aérea. Aqui é importante fazer ressalvas – sequer todos os profissionais da voz terão problemas de voz, pois, dependerá como ele usa sua voz durante sua demanda vocal. Deve-se analisar se evita o uso abusivo da voz, isto é, usar a voz durante uma grande demanda de tempo sem os devidos cuidados. A voz e a fala são os principais meios de comunicação utilizados pelo ser humano. No entanto, é importante frisar esse distintivo de voz profissional e de voz para uma vida cotidiana que não envolvem grande demanda vocal. Para os profissionais da voz exige um maior volume de ar pulmonar durante a expiração que é quando ocorre o processo da fonação, que ao falar usa-se a boca como ferramenta principal, envolvendo vários outros aspectos como a importância da participação do diafragma, da musculatura abdominal e   músculos intercostais internos. Por isso sempre é aconselhável que os profissionais da voz suscitem uma respiração diafragmática. Já as pessoas que não fazem uso da voz profissionalmente usam o nariz para o sistema respiratório. Fica entendido que ao falar é a boca que está em evidencia e no silêncio é o nariz que tem função respiratório, alertando para os respiradores orais que respiram pela boca sendo maléfico para a saúde como um todo.

Atendo-se ao objeto analisado neste estudo, cita-se como bom exemplo, um padre com nódulos vocais, ou uma fenda que vai afetar a dinâmica da produção vocal, isto é, não ocorrerá um fechamento total durante a vibração das pregas vocais, e haverá escape de ar, com isso afetando o processo normal da fonação.  Portanto, ele poderá ter uma ótima articulação, mas sua comunicação vai estar comprometida pelo fato de no momento de sua homilia, ocorrer aspectos vocais negativos que comprometem seu discurso.

No ato da sua fala, o padre pode apresentar fadiga vocal, quebra de sonoridade, grande esforço vocal, rouquidão, uma voz com menos volume ou menor variação melódica, dentre outras alterações. Tudo isso o impedirá de uma homilia que determine seu pleno objetivo. Para Willard R. Zemlin (2000)[16], a produção dos sons da fala, estão intimamente associadas as partes do corpo: os pulmões, a traqueia, a laringe, as cavidades nasais e a cavidade oral (boca).

Para uma melhor abordagem do que é comunicação na homilia durante a Santa Missa, assunto que é a centralidade desse artigo, considera-se que ela não envolve apenas a voz, mas todo um sistema fonatório. Entre tantas facetas de habilidades vocais e de fala, cita-se as mais recorrentes:

  • Incoordenação pneumofonoarticulatória – corresponde à falta de equilíbrio entre a coordenação da respiração e a produção da fala ou canto, o que gera desconforto na comunicação, promove cansaço ao falar, pigarro, garganta seca, ardor na garganta, sensação de corpo estranho na garganta, baixa resistência vocal, rouquidão e uma fala com pouca inteligibilidade.
  • Pobre entonação – entonar bem é falar no tom certo, como o contexto comunicativo exige, usando cada palavra, cada silaba, cada frase, numa melodia, decorrente do próprio significado do seu enunciado, de acordo com a linguagem, se expressando com sentimento para cada ação.
  • Articulação imprecisa, é um padrão articulatório com ausência de exatidão na articulação das palavras, ou seja, é como se houvesse uma ´´falta de vontade´´ para pronunciar os sons, e ficam distorcidos, e a fala fica ininteligível, também a articulação indiferenciada: é a chamada articulação do bêbado, entre outras.
  • Inexpressividade facial, a expressão facial revela nossos sentimentos e nossas intenções, denotando quando estamos tristes, desanimados, assustados, tensos, entre outros. Ademais uma face inexpressiva interfere de modo negativo na comunicação como um todo.

Considerado a reincidência de tais problemas durante o uso da voz por profissionais, faz-se necessário uma discussão explícita para que seja entendido como amenizar tais impactos na voz. Como exemplo das possíveis consequências desses problemas sobre o processo de comunicação, pode-se apontar a situação em que um professor que apresenta algumas dessas alterações durante suas aulas, ele   acarretará grande prejuízo aos alunos, pelo fato de não ocorrer o aprendizado, já que sua comunicação foi ineficaz.

É importante enfatizar que o sacerdote é visto como um profissional da voz, e é de fundamental relevância ter os devidos cuidados com a sua voz, promovendo a higiene vocal. A voz também envelhece e vem a presbifonia. Para manter uma voz saudável, faz-se necessário cuidados. Mas quais seriam esses cuidados?

Considera-se aqui que a higiene vocal, é essencial e protege as tão delicadas pregas vocais. No entanto, a fonoaudiologia oferece algumas possíveis soluções, as quais dependem do acompanhamento de um profissional competente no assunto voz. A higiene vocal envolve vários aspectos na proteção da voz: a hidratação (beber em média 2 litros de água por dia), evitar o fumo, o álcool e as drogas em geral, ter uma boa alimentação, esquivar-se do excesso de gorduras, condimentos, derivados de leite, chocolate e café (antes de usar a voz em grande demanda), relaxamento e descanso proporcionando uma noite bem dormida, não pigarrear, porque agride as pregas vocais, fazer aquecimento e desaquecimento antes e após o uso vocal, dentre outros cuidados, contribuem para a saúde vocal.  Todavia esteja atento aos primeiros sintomas de alteração vocal, como ardor ou dor ao falar, falhas na voz, mudança de tom, pigarro e rouquidão, procure um fonoaudiólogo ou um médico otorrinolaringologista.

Em reuniões e formações de cunho religiosos, a problemática também se apresenta em algumas situações, quando, ao fazer uso da voz, o sacerdote discursa acerca da Palavra de Deus, concernente ao momento da homilia durante a Santa Missa. A incoordenação pneumofonoarticulatória, bem como a pobre entonação, articulação imprecisa, baixa projeção vocal e inexpressividade facial, comprometem o entendimento por parte dos fiéis que estão ouvindo o ensinamento da Sagrada Escritura. Logo, a aprendizagem acerca da Palavra de Deus não acontece de forma proveitosa, uma vez que não se entende por completo a mensagem que o sacerdote profere.

Alterações vocais e de fala na comunicação de sacerdotes durante a homilia na Santa Missa são recorrentes. Não se faz muito esforço para identificar sermões quando apresentam dificuldades de entendimento por parte da assembleia. Alguns sacerdotes, por apresentarem fadiga vocal e alterações de fala, proclamam suas homilias em tom baixo, palavras mal articuladas, inexpressão facial, articulação imprecisa, e baixa projeção vocal.

Diante de situações como essas, o fiel não recebe a mensagem proclamada durante a homilia como deveria receber. Assim, o aprendizado da Palavra de Deus não é fixado, uma vez que não ocorre uma escuta eficaz por conta das alterações já mencionadas.

Diante de tal situação, a fonoaudiologia aponta algumas possíveis soluções para cada alteração. Antes do uso da voz para praticar a homilia, o sacerdote precisa entender que a voz carece de cuidados. Deve-se evitar o abuso vocal ou o uso incorreto da voz, que acabam por propiciar essas alterações desagradáveis sobrevindo uma comunicação ineficaz, desgastando e tornando enfadonha a comunidade de fiéis durante suas celebrações e em especial a sua homilia.

É pontualmente a falta de conhecimentos e conscientização de que a voz é um instrumento de trabalho tão essencial para seu oficio, que é frequente encontrar profissionais desinteressados de compreender a fisiologia da voz e como cuidar bem dela, protegendo-as de todas essas alterações que geralmente podem ser evitadas. Ressalvo que o mau uso vocal pode levar a alterações patológicas, como por exemplo, nódulos vocais.

Quando já instalado o problema que comprometem a voz a solução é buscar um profissional capacitado cientifica e tecnicamente, no caso o fonoaudiólogo, que é preparado para solucionar ou minimizar os riscos e os problemas vocais, da comunicação em geral, como também a fala que é parte fundamental do processo comunicativo. No primeiro momento, o profissional da voz e da comunicação como um todo, que no caso deste estudo, atem-se ao sacerdote, passará por uma soberana avaliação e em seguida será montado o processo terapêutico, que dependerá das alterações de cada pessoa.

Em suma, é extremamente importante uma voz com visibilidade comunicativa, que requer uma voz confiável, marcante, viva e dinâmica na aparência, na sonoridade, e na expressividade para todos aqueles que usam a voz profissionalmente. É fulcral que os profissionais da voz tenham conhecimentos de como usar sua comunicação na sua função e do tão importante “equilíbrio corpo – voz para o seu desempenho vocal como profissional da voz” (Ferreira, Léslie e Costa, 2000, p. 178)[17]. Nem todos os profissionais da voz terão essas alterações vocais, uma vez que diferem de cada sujeito que vai depender de como conduzem sua comunicação no seu oficio profissional.

Desse modo, a higiene vocal se faz supremo para uma voz harmonizada e inteligível na comunicação. A higiene vocal consiste em normas básicas que auxiliam a preservar a saúde vocal e a prevenir o aparecimento de alterações e doenças, auxiliando ao entendimento de quais são os inimigos de uma boa voz, ou seja, os hábitos deletérios que prejudicam a voz colocando em risco a saúde vocal.

Por último é preciso ter coragem e determinação para sair do seu comodismo e buscar um aperfeiçoamento vocal com um fonoaudiólogo, protegendo, assim, a integridade das suas pregas vocais e em consequência valorizando a comunicação. Assim, a comunicação por parte dos profissionais da voz, sobretudo do sacerdote em sua homilia durante a Santa Missa, acontecerá de forma eficiente, de modo que os ouvintes entenderão o que está sendo informado/ensinado durante a celebração. Evidencio que a fala também se faz crucial para uma eficaz comunicação.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este artigo buscou analisar o processo de comunicação durante a homilia na Santa Missa. Para tanto, focou-se na oratória do sacerdote ao proclamar seu sermão que concerne ao ensinamento da Palavra de Deus. O estudo partiu do seguinte questionamento: quais as interferências mais recorrentes na oratória do sacerdote durante a homilia na Santa Missa?

A partir de ponderações apontadas por estudos já realizados, ressaltou-se neste artigo que o ensino da Palavra de Deus acontece de várias formas, principalmente durante a realização da Santa Missa, sobretudo na realização da homilia, com enfoque no discurso oral do sacerdote.

No entanto, para que se compreenda de fato o que está sendo ministrado durante a homilia, faz-se necessário que aconteça efetivamente o processo de comunicação, de modo que o emissor entregue a mensagem sem alterações vocais e de fala ao seu interlocutor. Assim, o emissor, na figura do sacerdote, entrega a mensagem, que é Palavra de Deus, por meio de um canal, nesse caso faz uso da voz, e da fala ao seu interlocutor, que é composto pelos fiéis que frequentam a Santa Missa.

Ao analisar o processo de comunicação que ocorre durante a homilia na Santa Missa, fez-se possível aproximá-lo com o modelo de comunicação proposto por Jakobson, em que se tem dois sujeitos: remetente e destinatário. O primeiro é responsável por codificar e enviar a mensagem. O segundo é responsável por receber e descodificar a mensagem recebida. A mensagem corresponde a uma informação que codificada e enviada, sendo ela construída a partir de um contexto a qual se refere. Para que a mensagem seja elaborada, faz-se necessário sua codificação, ou seja, a mensagem é materializada no âmbito verbal ou não verbal. Por fim, para que a mensagem seja enviada, necessita-se de um canal para que ela seja entregue ao destinatário. Assim, consolida-se um esquema que apresenta uma relação entre os elementos que o compõem.

Com este estudo, fez-se possível chegar à conclusão de que a maioria das alterações vocais e de fala que comprometem a compreensão da mensagem que o sacerdote está proferindo correspondem à incoordenação pneumofonoarticulatória, pobre entonação, articulação imprecisa, baixa projeção vocal e inexpressividade facial. Estas alterações decorrem principalmente dos descuidos com a voz, consequência da falta de conhecimento do sacerdote sobre a necessidade dos cuidados mínimos com a voz.

A autora aproveita o ensejo para relatar que ministra formações em várias cidades brasileiras, sobre o processo e aspectos verbais e não verbais da comunicação, para seminaristas tanto da Filosofia como da Teologia, e é visível o olhar deles de admiração e questionamentos quanto ao processo comunicativo. É notável que uma boa parte deles não tem o conhecimento técnico e menos ainda, a conscientização da importância de uma comunicação favorável para seu oficio sacerdotal. Aqui registro um questionamento: não seria de grande valia que o seminário tivesse um profissional da fonoaudiologia pelo menos no último ano de Teologia para conscientização e aprimoramento da comunicação oral dos futuros padres?

Não foi e nem seria cabível o estudo propor o esgotamento da temática aqui trabalhada. Esta discussão suscita a necessidade de outras discussões que se debrucem a compreender mais a fundo o processo de comunicação na Santa Missa, de modo a se pensar criticamente como se dá a circulação da mensagem durante a celebração.

 

REFERÊNCIAS

BEHLAU Mara, MORETI, Felipe e PONTES, Paulo. Higiene vocal: Cuidando da Voz. Rio de Janeiro: Revinter, 2001.

BERG, J. Van den. Myoelasticaerodynamic theory of voice production. Journal of Speech and Hearing Research, Vol.1, 1958, p. 227- 244.

BÍBLIA. Sagrada Bíblia Católica: Antigo e Novo Testamentos. Tradução: José Simão. São Paulo: Sociedade Bíblica de Aparecida, 2008.

CARVALHO, Dirce de. Homilia. São Paulo: Editora Paulinas, 1993.

CONCÍLIO ECUMÊNICO VATICANO II, 1962-1965, Cidade do Vaticano. Dei Verbum (DV): Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina. In: Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II.  2.  ed.  São Paulo:  Paulus, 2002.

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Animação da vida litúrgica no Brasil. Doc. 43, n. 276-277.

CONGREGAÇÃO PARA O CLERO. Diretório do ministério e da vida dos diáconos permanentes. São Paulo: Paulinas, 1998. (Documento 157).

DENZINGER, Heinrich. Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e moral. São Paulo: Paulinas, Edicoes Loyola, 2007.

FERREIRA, Léslie Piccolotto; COSTA, Henrique Olival. Voz profissional: falando sobre o profissional da Voz. São Paulo: Rocal Ltda, 2000.

JAKOBSON, Roman. Linguística e Poética. In: JAKOBSON, Roman. Linguística e comunicação. São Paulo: Editora Cultrix, 2007.

ZEMLIN, Willard R. Princípios de anatomia e fisiologia em fonoaudiologia. Artes Médicas Sul, 2000.

 

[1] Aluna do curso de especialização em Liturgia pela Escola Arquidiocesana de Liturgia Mons. Luís Soares de Melo.

[2] Orientador.

[3] CONCÍLIO ECUMÊNICO VATICANO II, 1962-1965, Cidade do Vaticano. Dei Verbum (DV): Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina. In: Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II.  2.  ed.  São Paulo:  Paulus, 2002,

[4] BÍBLIA. Sagrada Bíblia Católica: Antigo e Novo Testamentos. Tradução: José Simão. São Paulo: Sociedade Bíblica de Aparecida, 2008.

[5] Idem.

[6] Idem.

[7] CONGREGAÇÃO PARA O CLERO. Diretório do ministério e da vida dos diáconos permanentes. São Paulo: Paulinas, 1998. (Documento 157).

[8] CARVALHO, Dirce de. Homilia. São Paulo: Editora Paulinas, 1993.

[9] CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Animação da vida litúrgica no Brasil. Doc. 43, n. 276-277.

[10] DENZINGER, Heinrich. Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e moral. São Paulo: Paulinas, Edicoes Loyola, 2007.

[11] JAKOBSON, Roman. Linguística e Poética. In: JAKOBSON, Roman. Linguística e comunicação. São Paulo: Editora Cultrix, 2007.

[12] Idem.

[13] Op. Cit.

[14] BEHLAU Mara, MORETI, Felipe e PONTES, Paulo. Higiene vocal: Cuidando da Voz. Rio de Janeiro: Revinter, 2001.

[15] BERG, J. Van den. Myoelasticaerodynamic theory of voice production. Journal of Speech and Hearing Research, Vol.1, 1958, p. 227- 244.

[16] ZEMLIN, Willard R. Princípios de anatomia e fisiologia em fonoaudiologia. Artes Médicas Sul, 2000.

[17] FERREIRA, Léslie Piccolotto; COSTA, Henrique Olival. Voz profissional: falando sobre o profissional da Voz. São Paulo: Rocal Ltda, 2000.

INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA MISSIONÁRIA LANÇA CARTAZ OFICIAL DE SUA JORNADA NACIONAL QUE SE REALIZARÁ DIA 26 DE MAIO

A Infância e Adolescência Missionária (IAM) se prepara para viver com todos os grupos espalhados pelo país a 12ª Jornada Nacional da IAM. A atividade acontece no dia 26 de maio e convida as crianças e adolescentes de todas as dioceses do Brasil a refletir o tema “IAM: com a força do Espírito, testemunhas de Cristo” e o lema “Ide, convidai a todos para o banquete” (Mc 22, 9). O tema está em comunhão com o 6º Congresso Missionário Americano (CAM6), que acontece em Porto Rico, em novembro deste ano. O lema foi escolhido pelo Papa Francisco para ser a inspiração do Dia Mundial das Missões em 2024.

Durante a Jornada Nacional, os grupos da IAM vivenciam os encontros de reflexão do tema e se preparam para viver na comunidade a celebração de consagração à Obra. Na Infância e Adolescência Missionária, a consagração simboliza de forma pública e solene a decisão das crianças e adolescentes de serem missionárias. Durante a celebração na comunidade, as crianças recebem o lenço, símbolo da IAM que identifica cada integrante, e ofertam o Cofrinho Missionário, gesto que marca a solidariedade com as crianças mais carentes do mundo.

A jornada pode acontecer em diferentes âmbitos: comunitário, paroquial e diocesano. É momento de celebrar a caminhada e oportunizar que as crianças e adolescentes sejam protagonistas das mais diferentes ações. Muitos grupos organizam atividades que envolvem a comunidade como gincanas, passeatas, festivais culturais, shows com teatro e música. As experiências missionárias também acontecem, envolvendo a comunidade em ações como visita a asilos, centros de saúde, creches e bairros da cidade.

Cartaz

Com inspiração no tema e no lema da 12ª Jornada Nacional da IAM, a imagem do cartaz representa uma cena onde os mascotes da IAM convidam outros personagens ao banquete. Esses novos amigos trazem uma representatividade ainda maior entre as crianças e adolescentes da IAM, abraçando diversas realidades.

A personagem Irenia e seu amigo estão trazendo mais cadeiras para a cena, reforçando a ideia de que o convite é para todos e que nesta mesa todos são chamados, enquanto o personagem Avaré chama você, espectador, a participar também do banquete. Completamos a arte com o cenário ao fundo onde temos uma igreja com sua luz e movimentos representando a força do Espírito que motiva nossos personagens a serem testemunhas de Cristo nesse gesto de saída e convite.

Cofrinho Missionário colabora com projetos na América

No cartaz deste ano, o personagem Avaré nos convida para fazer parte desta Jornada, pois a ajuda do Cofrinho Missionário em 2024 vai para projetos na América. As contribuições enviadas pelos grupos da IAM para as POM, são destinadas ao Fundo Universal de Solidariedade, em Roma. O valor arrecadado pelo Cofrinho Missionário é destinado integralmente para apoiar projetos que “protegem a vida”, tais como centros para crianças órfãs, casas de acolhida para crianças de rua ou assistência de saúde aos recém-nascidos e escolas infantis. Também há projetos na área da formação.

Segundo dados enviados por grupos da IAM de 157 dioceses, foi arrecadado em 2023 um total de R$ 111.642,25, um aumento de 47% em relação ao ano anterior. Em 2022, o total de doações foi de R$ 75.615,12, e em 2021 os valores chegaram ao valor de R$ 56.054,88. Esses valores são fruto do sacrifício de centenas de crianças e adolescentes que fazem a sua doação em favor de outras crianças e adolescentes no mundo.

Materiais da Jornada Nacional da IAM

Para colaborar com a organização das atividades, a secretaria nacional da IAM vai disponibilizar em breve diversos materiais que colaboram na animação da Jornada Nacional da IAM.

Caminhão da Mamografia atenderá mulheres no Centro de Formação

Nossa paróquia acolhe nos dias 20 e 21 de novembro o Caminhão da Mamografia. A ação tem como objetivo contribuir para promoção da saúde da mulher por intermédio de unidade móvel que realiza rastreamento do câncer do colo do útero e de mama conjugado ao desenvolvimento de ações educativas.

Read more “Caminhão da Mamografia atenderá mulheres no Centro de Formação”

Julho é o mês de animação para o Dízimo na Arquidiocese de Teresina

No mês de julho, a Arquidiocese de Teresina trabalha de forma mais ampla em suas paróquias e comunidades a temática da oferta e gratidão a Deus através da “animação para o Dízimo”. Com o tema “Dízimo: Nossa expressão de cuidado com os pobres” (Doc 106, n° 32) e com o lema “Entre eles ninguém passava necessidades” (At 4, 34a), a equipe Arquidiocesana do Dízimo produz cartilhas, folders e cartazes para divulgar e orientar a comunidade para as diversas atividades realizadas durante todo este mês.

O objetivo principal dessa ação é aprofundar o conhecimento católico sobre a importância do dízimo e da partilha, para que a partir daí possa ser feito um melhor trabalho de evangelização nas famílias com a realização de encontros, conforme externa a coordenadora da Pastoral do Dízimo, Cleonice Conceição.

“Esse mês dedicado ao dízimo e a realização destes encontros dentro de nossas comunidades são de extrema importância para que as pessoas entendam o real significado dessa ação em nossa vida. Muitos ainda relacionam o dízimo apenas ao dinheiro, e o nosso desejo é transformar esse pensamento mostrando que ele vai muito além disso, sendo um ato de fé, de gratidão e amor a Deus”, destaca.

Todos os anos é elaborado um subsídio para que as pessoas possam desenvolver essas atividades de evangelização do dízimo. Na cartilha, que este ano trabalha em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade 2023, consta todo o conteúdo elaborado pela Arquidiocese do que pode ser realizado dentro das paróquias ao longo do mês. 

Segundo a coordenadora, o tema remete ao cuidado com os pobres em relação à fome, que tem sido um fator que atinge uma parcela significativa da população, mas não só a fome material, onde também há um cuidado de oferecer alimento espiritual através da evangelização.

Ela finaliza convidando todos os fiéis das comunidades, paróquias, áreas pastorais e diaconias a realizarem esta experiência de fé. “Nós vamos desenvolver cinco encontros durante esse período e acredito que esse momento vai realmente tocar os corações dos cristãos para realizar este gesto concreto de amor e solidariedade”, finaliza. 

Em tuas Mãos 

A entrevista completa com a Cleonice Conceição você confere no Programa Em Tuas Mãos deste domingo (03/07), a partir das 8h, na TV Meio Norte. E, a partir das 9h, confira o programa na íntegra no canal do YouTube da Arquidiocese de Teresina.

Fonte:arquidiocese-de-teresina/

Atividade 2.0: Pastoral do Dízimo inicia atividades para semestre

A Pastoral do Dízimo de nossa paróquia reuniu na última semana novos membros para a caminhada de atividades de 2023. Para as novas atividades o grupo propõe a reativação dos plantões para esclarecimentos  sobre a vida paroquial, bem como informações de como se inscrever para ser dizimista. Read more “Atividade 2.0: Pastoral do Dízimo inicia atividades para semestre”

PRESIDENTE DA CNBB EM MENSAGEM DO FIM DE ANO: “QUE DEUS TOQUE NOSSO CORAÇÃO PARA FAZERMOS NOVAS TODAS AS COISAS”

O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, divulgou na manhã desta sexta-feira, 30 de dezembro, uma mensagem da entidade por ocasião da celebração do fim do ano e do Dia Mundial da Paz, 1º de janeiro.

Em sua mensagem, dom Walmor, em referência ao livro do Apocalipse, falou da necessidade de fazermos  novas todas as coisas. O presidente da CNBB agradece ao ano que termina e roga a todos que consigam, em 2023, ouvindo a voz que vem Deus, superar as dificuldades e desafios e fazer novas todas as coisas.